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Papo de Domingo com Lisandra Luz

Lisandra não é apenas pessoa com deficiência física. Se liga no currículo da gata: Bacharel em Direito, escritora, palestrante, dançarina e concurseira.

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Dona de um jeitinho meigo e encantador, Lisandra Luz é exemplo de felicidade, como escrevi aqui no blog em 2015. A bonita é PCD (Pessoa com Deficiência Física) e faz parte de uma “minoria” que conta com 17 milhões brasileiros, cerca de 8% da população do país.

Mas Lisandra não é apenas PCD. Se liga no currículo da gata: Bacharel em Direito, escritora, palestrante, dançarina e concurseira.

Eu tive o privilégio de cursar Direito na mesma faculdade e período que a Lisandra. Nos intervalos das aulas, nossas trocas sempre foram muito sinceras, verdadeiras e cheia de admiração um pelo outro.

Antes mesmo do nosso encontro, no ensino superior, eu havia lido o seu primeiro livro, “Eu sou Lisandra, assim como sou, sou feliz!”.

Exemplo de felicidade

No livro “Eu sou Lisandra, assim como sou, sou feliz!“, a escritora compartilha um pouco do seu dia a dia, as esperanças que ela possui e os sonhos que deseja realizar.

A leitura da obra é super rápida. Em menos de uma hora você consegue terminar de ler as mais de 40 crônicas.

Confesso que eu me emocionei em várias partes do livro, pois imaginei os desafios que a Lisandra enfrenta diariamente. Mas, ó, a intenção da obra não é passar a imagem de “coitadinha”. Como a Lisandra mesmo disse: o objetivo é mostrar que, mesmo com algumas limitações, é possível ter uma vida confortável.

ENTREVISTA

Caso você queira conhecer mais sobre a história de Lisandra, abaixo tem um papo bem bacana que ela concedeu aqui pro blog. 🙂

NVCD: Sabemos que o Brasil possui cerca de 17 milhões de deficientes. Quais são os seus maiores desafios no dia a dia?

áudio original da resposta

Lisandra: Mesmo com a nossa sociedade tendo avançado na questão da inclusão social, pelo menos nas discussões, ainda a gente pode encontrar muitos desafios, principalmente em relação à estrutura. A estrutura que eu falo é dos espaços físicos, né?! A questão da acessibilidade ainda não é tão eficiente.

Nas ruas, por exemplo, é raro encontrar locais que possuam rampa de acesso para cadeirantes, lugares adaptados para pessoas com deficiência visual, enfim… A questão da sensibilidade ainda é muito precária, deficitária mesmo.

Você lançou um livro há um tempo, né? Pode nos contar mais sobre o que ele fala?

áudio original da resposta

L: Sim, já tem tempo que eu lancei esse livro. Ele tem o título “Eu sou Lisandra: assim como sou, sou feliz”. Lancei duas edições desse mesmo livro, que é autobiográfico e o tema central dele é inclusão social de pessoas com deficiência.

Também abordo um pouco da minha história de vida, até para mostrar para as pessoas que ter uma deficiência não é sinônimo de incapacidade; que a gente com deficiência luta para mostrar que, antes de mais nada, somos como os outros, com limitações, e somos capazes de realizar qualquer coisa que quisermos.

histórias que tem PCD no meio e amo. uma foi escrita por euzinho! <3

Ainda falando em livro… Eu tenho um conto chamado “Nossas Cores”, que conta a história de uma uma adolescente, cadeirante, que se apaixona pela melhor amiga. Você chegou a ler ele, né? O que achou da obra?

L: Achei maravilhoso, uma obra encantadora, muito especial. Porque a gente precisa de representatividade, tendo em vista a exclusão social que vivemos.

Colocar a convivência das pessoas com deficiências junto com a convivência de pessoas da comunidade LGBT+ foi demais, porque, geralmente, as pessoas com deficiência não estão associadas a esse tema da sexualidade, né? E principalmente, da sexualidade de fora do padrão social. Foi importante você abordar em sua obra!

áudio original da resposta

Mas, me conta outra coisa… Além de estudar e escrever, quais são os seus hobbies?

áudio original da resposta

L: Ah, eu gosto muito de dançar. Eu danço qualquer ritmo que você imaginar, sabe? Qualquer coisa eu tô dançando.

Uma dica de música que você adora.

áudio original da resposta

L: Apesar de ouvir um pouco de tudo e ser eclética, vou indicar “Mudei”, da Kell Smith.

A música é sobre aquela história de que as coisas que a gente passou na vida contribuíram para o que somos hoje. Fala sobre superar as perdas, acreditar mais na força que temos dentro de nós. Muito linda!

Um recado aos leitores do blog.

áudio original da resposta

Agradeço de coração por ter participado dessa entrevista. Para mim, foi um grande prazer, uma grande felicidade.

Me senti muito honrada com seu convite de poder compartilhar minha história com vocês. Muito obrigada pela atenção de todos os leitores do blog.

2 comments

  1. Lizandra, muito bom te conhecer, ao menos por aqui! Imagino o quanto tem sido inspiração pra tantas pessoas desse mundão! Quero poder conhecer o seu trabalho tbm

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