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Manual de etiqueta: como apoiar uma @ na internet

Vamos todos apoiar aquele amigo(a) que é incrível na internet?

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Provavelmente, você deve ter um amigo(a)-artista na internet. Aquela pessoa que grava vídeo, escreve poemas, faz dancinhas no Tik Tok ou até mesmo cria conteúdo sobre a área de trabalho em que atua. Certo? 😉

Agora, me responda outra coisa: o que você faz por esse amigo-artista? Rola um like de coração, um repost nos stories ou um direct com algo do tipo “amg, seu trampo é mara!!!”?

Se você não é da turma que apoia o trabalho do coleguinha, aqui vai a dica principal deste post:

incentive-o enquanto ele ainda não alcançou fama nacional para, depois, você não ser aquele tipo de pessoa que inventa que sempre acreditou no potencial do outro, mas nada vez por isso.

Podemos combinar assim? Beleza então! 🙌

MAS, CUIDADO…

Resolvi trazer essa pauta aqui pro blog, porque eu sou o tipo de pessoa que, por inúmeras vezes, se viu questionando o apoio ao trampo dos amigos. É que eu acho que faço pouco, sabe?

Interajo com os posts na medida do possível e do que vejo, assino newsletter e leio (atrasado, mas leio!), compro livro, ouço música, faço resenha nas redes sociais sobre os diversos trabalhos, indico de coração tudo o que acredito e vejo que mais pessoas deveriam ter acesso… E mesmo com tudo isso, ainda acho pouco.

Já fiquei mal algumas vezes, pensando que sou hipócrita, mas, depois de analisar as coisas, percebi que o que rola por aqui é uma decepção.

DECEPÇÃO POR…

  • Ver que o Cássio ralou pra caramba pra lançar um livro físico, sendo que ele tem uma escrita maravilhosa e a trajetória deveria ser mais fácil;
  • Me decepciono por ver a Luly insegura com as histórias dela, já que são incrivelmente originais e perfeitas;
  • Rola um tristezinha por ver a não alcançar um público maior com o projeto de escrita criativa, pois a ideia é fantástica e por diversas vezes os posts do Instagram me ajudou a sair do bloqueio criativo;
  • Tem também o Cardoso… Mas esse vocês verão no próximo #PapoDeDomingo, aqui no blog.

E enquanto essa galera e outras que conheço não alcançam a fama nacional (e por que não internacional?), sigo apoiando, incentivando e panfletando seus trampos, pois divulgo aquilo que acredito.

Então, vamos combinar uma coisa?

Viu um post nas redes sociais do coleguinha e achou bacana? Taca um like com comentário, manda direct, usa os cupons de descontos, dá RT… Sei lá, deixe bem claro que você adorou o trampo. Só assim continuaremos incentivando as pessoas que não tem milhares de seguidores.

Resumindo: aprecie o trabalho dos seus amigos da mesma forma que você consome o conteúdo do seu artista favorito. Lembre-se: um dia, aquela @ com milhões de fãs foi alguém que teve menos de 1 mil seguidores nas redes sociais. 😉

10 comments

  1. também acho muito importante a gente dar uma força para os amigos que estão começando com um trabalho criativo, porque a trajetória (pra tudo que envolve criatividade, arte, escrita) é sempre mais árdua, né? sempre que possível tô comprando de alguma produtora pequena, ou compartilhando, ou curtindo. ao mesmo tempo que também entendo quem não consegue fazer isso comigo (que trabalho com fotografia) porque tá todo mundo correndo hoje em dia, com mil informações sendo jogadas na nossa cara, impossível dar conta de ver TUDO haha

  2. Amigo, acho esse assunto tão delicado e percebo que é assim para a maioria das pessoas que trabalham com arte ou criação de conteúdo na internet. No começo, a falta de apoio de familiares, amigos e conhecidos era algo que me afetava bastante, mas com o passar do tempo fui tentando mudar a maneira de enxergar e de sentir o impacto disso. É duro, mas a gente precisa entender que, não é porque alguém é próximo, que é obrigado a apoiar ou se identificar com o nosso trabalho. Quando fazemos algo, costumamos ter bem claro um público-alvo e, às vezes, pessoas próximas, por mais que tenham uma relação íntima conosco, podem não ser nosso público-alvo. Claro, temos aquelas pessoas que estão no topo do nosso pódio e a gente sempre nutre expectativas em relação a elas, mas mesmo essas não tem essa obrigação e ficar remoendo o sentimento de não ter o apoio delas sempre levará a gente para um lugar ruim, de angústia, de desamparo. Com o passar do tempo e com ajuda de terapia, passei a dar mais valor e focar no apoio que vem naturalmente e eu tento ser recíproco, criar conexões com essas pessoas em vez de focar naquelas de quem eu esperava algo, mas não tive. Tenho valorizado muito a reciprocidade e entender que, se a pessoa faz questão de consumir e valorizar o meu trabalho, é importante (para mim) que eu retribua de alguma forma, e se a pessoa não está nem aí para o meu trabalho, não me sinto na obrigação de valorizar o que ela faz, seja lá o que for. Pode parecer meio egoísta, mas isso tem me ajudado a manter um equilíbrio. Às vezes, a gente coloca muita expectativa nas pessoas “erradas” e se sente meio sozinho, mas é só porque a gente tá olhando pra coisa por uma ótica mais negativa. Se a gente tentar mudar o foco e olhar ao nosso redor, vamos ver que temos apoio de algumas pessoas, que estão ali sem esperar muito em troca, e tudo o que a gente precisa é ser recíproco com elas. E para aqueles que não são recíprocos, não devemos nada.

    1. amigo, esse seu comentário eu vou salvar aqui e emoldurar pra ler toda as vezes em que me sentir péssimo. é didático, é lindo, é perfeito!!!

      amo q com vc eu tenho obras maravilhosas pra consumir e muita coisa pra aprender com o que vc propaga. gratidão por tudo! <3

  3. ai simmmm! eu sou o tipo que faz tudo pra ajudar no que posso, sempre penso que se tenho um amigo, familiar, que ta fazendo algo ou começando algo eu tenho que fazer de tudo pra apoiar. se quero fazer as unhas e tenho uma amiga manicure é com ela que vou fazer as unhas, se tenho uma amiga que faz cílios é com ela que vou fazer meu cilios e é a mesma coisa na internet, eu comento, clico em link, compartilho, salvo e etc., não custa nada e ajuda muito.

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