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#RetroAnos2000: lançamentos de músicas nas rádios

Hoje é fácil ouvir músicas e lançamentos, mas, no passado, a coisa não era tão simples. Éramos reféns dos rádios.

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VemK, me responde uma coisa: como você sabe que o seu cantor favorito lançará um novo trabalho? Geralmente, eu acompanho os sites de cultura pop e as páginas oficiais dos artistas. É a melhor forma pra não cair em fake news e boatos, além de mais prático, claro.

Só que nem sempre foi assim…

Há pouco mais de duas décadas, eu era viciado em rádio local, sabe? Ouvia sempre que possível, no meu antigo MP3. Como não tinha internet em casa, a forma de me informar sobre o mundo musical era ouvir os locutores falando coisas como: “e agora vamos ouvir a nova música do Luan Santana, o gurizinho!”. Sdds d+! 💔

MP3, discman e fitas 

Cheguei a pegar a época do Discman, mas logo o aparelho foi substituído pelo MP3/MP4, que eram utilizados com pilhas. 

Pra ter as músicas no meu MP3, eu tinha que ir à uma lan house e aproveitar aquela 1h que os míseros R$ 2 proporcionavam. Eu já levava até uma listinha com o nome dos artistas. Era só conectar o aparelho no PC, fazer o download no 4Shared e ser feliz!

Mas eu também peguei a época das fitas. Era um terror, credo!!! 

Para gravar as músicas em fitas, eu tinha os meus programas de rádio preferidos. Das 14h às 17h, era eu e os locutores em sintonia todo dia, literalmente. Eles iam tocando as cantigas e eu colocando pra gravar no rádio do meu pai. Só ficava puto quando a fita “engolia”. Era horrível ter que rebobinar e torcer pra não perder o que foi gravado.

Tiete de locutor

Além de ser apaixonado por rádio desde criança, eu também tinha crush nos locutores. Mesmo não vendo a cara dos benditos, ficava encantado facilmente por aqueles que tinham uma voz jovem, com timbre diferente… Isso era o suficiente pra eu “xonar”! 

Na minha casa não tinha telefone fixo, pois só gente rica conseguia pagar por aquilo. A solução pra entrar em contato com os locutores era comprar cartão de unidades e ficar pendurado no orelhão da esquina. 

Com muita vergonha, mas determinação, ligava nos intervalos pra pedir músicas, mandar um “alô pros colegas da escola” e perguntar se chegaram novos cds promocionais. Aos poucos fui criando intimidade por ligar demais e os locutores falavam pra eu ir ao estúdio. Sim, eu morei por muito tempo no setor de rádio e tv. #Privilegiadah

Na primeira vez em que fui ao estúdio da rádio, fiquei super ansioso pra ver o locutor-crush-maravilhoso. Uma pena que foi decepcionante me deparar com um velho com voz de novinho. A paixão acabou na hora que vi que ele tinha idade pra ser meu avô. 

O tempo foi passando, novos locutores apareceram junto com paixonites de adolescentes e tá tudo bem. Um pouco traumatizado com quem tem voz bonita, mas bem. 

Enfim, migs… Eu sinto saudades da minha inocência e do tempo de piriguete que adorava ouvir um radinho. Vou até tacar play na rádio local daqui pra matar essa saudade. 

E vocês? Também foi tiete de locutor e viciado em rádio?

Esse post faz parte da série “RetroAnos2000”, onde relembro coisas que marcaram toda uma geração. 💻🎧

8 comments

  1. Fui tiete de ir na rádio!
    Mas eu me informava mesmo pela MTV. Porque tudo chegava primeiro nela. Tinha um colega de turma que tinha tv a cabo mais rica e tinha a MTV Latina. Ele sempre sabia antes de quem só tinha MTV Brasil (eu não tinha nenhuma das duas, mas os amigos me contavam aushauhaus).

    Amei a nostalgia do post! 🙂

  2. Oi Adriel,
    Respondendo a pergunta do começo do post: geralmente eu só sei de um lançamento quando ele já aconteceu, hahahaha. Tem artistas que eu tenho o maior carinho, mas confesso que não acompanho os lançamentos.
    Eu sou da época da ascensão das rádios, quando era pré-adolescente meu pai me deu um toca cds e eu ouvia muito a rádio local nele. E eu tinha telefone fixo, mas tinha que pedir pra minha mãe pra poder ligar pra rádio, haha. Eu achava um máximo quando conseguia falar ao vivo e ouvir minha voz baixinho na rádio, mas meu sonho era ganhar qualquer promoção. A rádio que eu mais ouvia tinha uma promoção que se chamava “não diga alô, diga 98FM”, a produção ligava pra um número sorteado e ao atender tinha que dizer o nome da rádio, passei muita vergonha por que todo mundo que ligava lá em casa me ouvia atendendo com um “98FM”, hahahahahaha.
    Hoje eu não ouço tanto rádio, mas meu vizinho toca o dia inteiro a tal da 98, kk..
    Enfim, amei seu post, me deu uma total sensação de nostalgia.
    Beijo, Blog Apenas Leite e Pimenta ♥

  3. Também fiz parte dessa época. Eu ia para a faculdade e ficava um tempão no laboratório para baixar vários álbuns novos dos meus artistas preferidos.

    Boa semana!

    O blog está em Hiatus de Inverno de 02 de agosto à 02 de setembro, mas comentaremos nos blogs amigos nesse período. Mesmo em Hiatus o blog tem um post novo, não deixe de conferir e comentar.

    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

  4. Eu era viciada na MTV Brasil e além de ter um crush mor no Edgar, ainda crushava ele com a Sabrina (que também era minha VJ preferida). Também tive crush no Gastão e no Mion. Rádio eu ligava todo dia para pedir Spice Girls e a telefonista já reconhecia minha voz, mas eu não gostava dos programas falados, só com música mesmo. Os de conversa só os com os radialistas velhos, que eu já sabia que eram velhos porque eu ouvia os programas da minha mãe de manhã antes de ir para escola (e eles já eram velhos, ou seja…).
    Bons tempos em que a Jovem Pan só tocava música.

    1. aiin, eu tive muito crush no mion. ver ele agora na globo tá me dando tantos gatilhos bons!!! <3

      eu ainda hj ouço rádio q só tocam músicas mesmo. tem a mix fm de porto alegre que é ótima! ouço sempre no trabalho! 🙂

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