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Uma volta ao passado

Foi necessário desbloquear algumas memórias para trata-las.

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Eu gosto de revirar o baú e encontrar coisas antigas. Amo mexer naquelas caixinhas de sapato em que a gente guarda algumas tranqueiras, como cartões de aniversário, cartas, marcadores de página, rascunhos, cadernos e agendas de décadas passadas.  

Acredita que eu tenho até hoje uma agenda que usei em 2008, quando estava no 8º ano do ensino fundamental? Ela é cheia de flores, frases bíblicas e foi onde estava bastante conectado com Deus. Muito especial mesmo!

Eu gosto de ver essas antiguidades como um claro registro de uma vida que se passou e colaborou com quem somos hoje. É uma forma também da gente se reencontrar quando estamos perdidos, né?

Agorinha mesmo, antes de começar a escrever, estava sem saber por onde começar. Estou passando por um bloqueio criativo bem grande, onde poucas coisas me inspiram. Fiquei passando por páginas antigas do blog, relembrando causos lá do passado e isso me deu o insight de que retornar ao passado sempre me traz uma luz.

Se a gente for reparar bem, a música e moda, por exemplo, funcionam dessa maneira. Muitas das influências estão ligadas com coisas que já aconteceram. Por isso aquele ditado de quem nem tudo é novo, muitas coisas são apenas reaproveitadas e revitalizadas. E, parando para pensar agora, até mesmo no meu trabalho isso acontece.

Caso não saiba, sou redator publicitário e social media. Por mais que tente criar algo do zero e acredite 100% na minha originalidade, provavelmente alguém já pensou sobre determinada coisa há algum tempo. Por isso consumir algumas coisas antigas servem como inspiração.

Mas é necessário cuidado com essa prática. Deixa eu explicar melhor…

Em 2010, época em que foi um pouco complexa pra mim, tinha 16 anos e descobri uma doença crônica. Nesse mesmo ano, era exibido uma temporada de “Malhação” que amava. No começo de 2022, resolvi assistir à novela novamente. Mas o resultado não foi tão legal.

Meu humor oscilava e lembranças ruins retornaram com tudo… Porém, não me arrependo!

Foi necessário desbloquear algumas memórias para tratá-las na terapia. Por isso recomendo, sim, remexer no passado, desde que esteja fazendo um acompanhamento psicológico. Depois desse baque da novela, continuo vez ou outra revendo umas fotos antigas, mas sempre com muito cuidado. Nunca se sabe quando vamos mexer em gatilhos, né?

Eu espero, de verdade, que você esteja bem e sinta orgulho do seu passado. Por aqui está tudo bem e por aí?

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