Sobre a tal da autoestima

Ei, calma! Você não está sozinho nessa… Eu também estou contigo. Estamos firmes e fortes em busca da tal autoestima. Eu sei, eu sei. É…

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Ei, calma! Você não está sozinho nessa… Eu também estou contigo. Estamos firmes e fortes em busca da tal autoestima. Eu sei, eu sei. É difícil. Muito difícil.

Você se olha no espelho e sente que não está feliz com a imagem que vê. Começar uma dieta ou um projeto fitness é a primeira opção. Você até tenta seguir alguém, no Instagram, pra ter como inspiração. Contudo, no meio do caminho, você perde o foco e volta à mesmice abrindo as portas pra decepção.

Se queria emagrecer, volta a comer, talvez, o dobro do que comia antes, porque há aquele sentimento de fracasso e inutilidade.

Se queria engordar, você vê que malhar enlouquecidamente não aumentou nada na balança, então aparecem aqueles pensamentos autosabotadores de que você é um lixinho de ser humano.

Ás vezes, você acredita que não é capaz de alguém gostar de ti por conta do seu corpo, porque:
– Se estiver magro demais, ninguém vai te querer;
– Se estiver gordo demais, ninguém vai te querer.

E como alguém vai te querer? Já parou pra pensar nisso?

Eu não.

Eu nunca parei pra pensar em como alguém vai me querer. Na verdade, nem acredito que alguém vai me querer um dia… E olha que absurdo!

Sou foda pra caramba, inteligente demais e tenho um humor invejável. Mas cadê a autoestima? Cadê aquele sentimento de que eu sou o suficiente pra alguém? Cadê o pensamento de que quem ficar ao meu lado (e me quiser!) vai ser a pessoa mais sortuda do mundo?

Pensamento inverso. Precisamos aprender a pensar o contrário.

Tipo assim: ao idealizarmos alguém, acreditamos que se tivermos fulano(a) ao nosso lado, estaremos 100% felizes, com a nossa vida completa e bla bla bla.

E se for o contrário?

E se a gente começar a acreditar que o outro é que é sortudo por nos ter ao seu lado? E se pensarmos que temos a chave da facilidade, abrindo a porta pra ela entrar na nossa vida quando quisermos?

Não, não, não.

Você não precisa perder uns 10, 20 ou 30 kgs pra ser gostoso(a).
Você não precisa engordar uns 10 kgs pra ser gosotoso(a).
Você não precisa não ter mais nenhuma espinha/cravo no rosto pra ser gostoso(a).
Você não precisa ter uma vida financeira maravilhosa pra ser gostoso(a).
Você não precisa de nada pra ser gostoso(a), porque VOCÊ JÁ É!

Caramba!!!

Olhe pra você mesmo e veja o quão gostoso(a) é. Repara nas suas sardas lindas, na sua buzanfa grande ou do tamanho proporcional ao seu corpo/tamanho.

Você pode querer mudar o tamanho do seu cabelo, pernas, barriga… Não é errado!!! Porém, enfie na sua cabeça que você é gostoso(a) demais pra ficar quebrando a cabeça com algo que a sociedade coloca como bonito ou feio.

VOCÊ É LINDO E MUITO ESPECIAL.

EU TE AMO E DANCARIA LINDAMENTE CONTIGO NA BALADA. Isso não basta?

Pera…

Você é gostoso(a) é só precisa entender que gordo ou magro, alto ou baixo, com espinha ou sem espinha… Você é incrível e tem a minha admiração por ser quem é.

Bora sair qualquer dia pra espairecer e eu te mostrar que tu é especial d+?

2 comments

  1. Eu vejo muito da autoestima relacionado ao autoconhecimento. Quanto mais a gente se conhece, maior é a nossa estima. Menos a gente cai na armadilha social que prega e cobra a perfeição. Por isso que fazer terapia é tão fundamental, por isso tbm que meditar ajuda.
    E fazer diários. Cultivar o autoconhecimento sempre fortalece.

    Um beijo,
    Fernanda Rodrigues | contato@algumasobservacoes.com
    Algumas Observações
    Projeto Escrita Criativa

  2. Essa questão de autoestima é complicada né? Recentemente estava conversando sobre com uma amiga. Mais especificamente, sobre q dificuldade que temos de dizer quais são nossas maiores qualidades. Nós passamos por uma dinâmica que perguntava isso é na hora me deu um branco enorme.

    Acredito que a raiz disso seja a forma como usamos as redes sociais. Basicamente, vivemos em um mundo de realidades fabricadas. As pessoas escolhem o que e como mostrar. Ninguém posta a foto do PF naquele prato Duralex transparente, por exemplo. Como consequência, enxergamos as outras pessoas como se fossem perfeitas – roupas, lugares, passeios… tudo perfeito – e quando olhamos para nós parece que somos miseráveis e infelizes pois estamos tão longe daquele estilo de vida. É por isso que eu decidi parar de seguir pessoas irreais e dar uma freada nas redes… não dá pra competir com uma coisa que não existe!

    Que tenhamos sorte em nos aceitarmos!
    Beijos,

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