Quantas vezes você já se anulou por alguém?

Nessa semana, num impulso de extrema coragem e vontade, parei de me anular pelos outros e aceitei quem eu sou e o que gosto.

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Não sei como funcionam as coisas aí, mas, por aqui, estou eu constante processo de evolução e aprendizado. Tento pegar aquelas quedas ocasionais e me reerguer com mais força e coragem, sabe? Funciona de uma forma que não me deixa ter medo de entrar de cabeça em certas situações.

Em relacionamentos, por exemplo, sou muito inseguro e crio milhares de paranoias.

Tenho baixa autoestima (estou trabalhando nisso) e vergonha de quem sou eu (também estou em processo de autoaceitação), mas mesmo com uma bagagem do passado para resolver, sigo na caminhada. Daí, recentemente reparei em uma coisa…

Conversando com uma prima que conseguia milhares de match, no Tinder, ela me contou qual era o seu truque para isso: “Escolha as suas melhores fotos e deixe o feed do seu Instagram apresentável, só com as suas melhores selfies e clicks de corpo inteiro”.  Até aí ok, não vejo problema em que segue a dica.

Porém, meu IG é como um mural da vida, onde gosto de compartilhar as coisas que estão à minha volta. Um livro, por do sol, imagens dos meus pés e, ocasionalmente, alguma selfie ou foto em que me achei extremamente gatinho-miau.

Ao perceber que o meu feed não se enquadrava nos requisitos de quem estava no Tinder, corri para o IG para fazer uma faxina. Por sorte não deletei as fotos, apenas arquivei. Foram ocultadas umas 50 postagens, acredita?

Arquivei fotos dos lançamentos dos meus livros, paisagens lindas no parque e na praia… Eu ocultei as fotos dos meus pés, gente. Vocês têm noção da gravidade? Eu simplesmente amo fotinhos mostrando o que estou usando!!!

O mais doido de tudo é que deixar um feed “apresentável” não mudou a minha não-sorte (?) pra relacionamentos… Continuei dando likes em mil pessoas e ninguém me retribuindo – ou dando match e o papo mais parecendo uma entrevista de emprego. As pessoas cagaram para o meu IG, tampouco pediram link ou algo do tipo.

Logo, percebi que viajei legal.

Nessa semana, num impulso de extrema coragem e vontade, parei de me anular pelos outros e aceitei quem eu sou e o que gosto.

Desarquivei todas as imagens.

De 343 fotos no feed, o número aumentou para 393. E esse sou eu:

Eu gosto de ler, escrever, ouvir podcast antes de dormir, gravar stories dançando ou fazendo palhaçadas. Sou tudo aquilo que está no feed do meu Instagram e um pouco mais. Vai ficar comigo quem der conta de encarar o furação de gentileza e alegria que sou. E é isso!

8 comments

  1. Oi, Adriel.
    É assustador o quanto sem perceber tentamos nos encaixar em moldes que não foi feito pra pessoas caberem né, seja no padrão do corpo, do feed organizado, do look invejável, das melhores notas, do emprego dos sonhos. E aos poucos vamos perdendo pedacinhos de quem somos e nos tornamos uma grande peneira que nada fica.
    Fico feliz de verdade ao saber que desarquivou suas fotos, quem tiver que gostar de você vai gostar de você e não de uma ideia.
    A vida é muito efêmera pra querer se encaixar em uma perfeição inexistente.
    Beijos

    https://tecontopoesia.blogspot.com

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